Mazinho
domingo, 19 de setembro de 2010
Não Seja Inútil na Batalha – Martyn Lloyd-Jones
sábado, 18 de setembro de 2010
A Doutrina Esquecida
. . A evidência da conversão não é um "cartão de decisão" preenchido. É uma vida a sendo vivida.
Deus ordena a todos os homens em todos os lugares que se arrependam dos seus pecados, creiam no Evangelho e produzam frutos dignos de arrependimento.
. . Você diz: "Irmão Paul, você está falando de salvação pelas obras". Absolutamente não! Eu estou falando de uma doutrina esquecida na Igreja.
. . Permaneçam mais um pouco vou fechar minha Bíblia, já estou acabando. Esperem só mais um pouco.
. . Se tem uma doutrina esquecida na Igreja hoje, e isso está destruindo o evangelismo, é a doutrina da regeneração. Regeneração não é meramente uma decisão humana. Você não é salvo simplesmente porque você decidiu sair do caminho que leva ao inferno e entrar no caminho que leva ao céu. Salvação é uma obra sobrenatural de Deus, onde o poder Deus é manifestado de tal forma que se equipara, ou excede o próprio poder de Deus demonstrado na criação do universo. O universo foi criado "ex nihilo", do nada. Mas quando Deus salva um homem, Ele o recria de uma desordem corrompida. Quando pessoas verdadeiramente se arrependem e verdadeiramente crêem, há uma obra de regeneração acontecendo que transforma aquelas pessoas em novas criaturas, e sendo novas criaturas com uma nova natureza, elas irão viver uma vida diferente!
. . A evidência da regeneração não é que uma vez você tomou uma decisão numa campanha evangelística. A evidência da regeneração é que sua vida está sendo transformada. Você acha que Deus transforma só alguns de Seus filhos?
. . A doutrina que ensina que o Cristão pode viver num estado contínuo de carnalidade é absolutamente heresia. Cristãos pecam? Sim. Cristãos podem cair em carnalidade? Sim. Cristãos podem caminhar na imaturidade por um tempo? Sim. Mas os Cristãos podem viver de maneira ímpia e mundana todos os dias de sua vida? Absolutamente não! Por quê? Porque a salvação é uma obra sobrenatural de Deus e se qualquer homem está em Cristo, ele é uma nova criatura e novas criaturas vivem de maneira diferente.
. . É por isso que quando as pessoas me dizem que hoje há tanto pecado dentro da Igreja quanto fora dela; que existe tanto divórcio, pornografia, mentiras, ódio, contendas na Igreja quanto fora dela, isto é uma mentira! A Igreja do Senhor Jesus Cristo, hoje, na América, é linda. Ela está quebrantada, ela é confessional, ela está andando com seu Deus e quando ela peca isso quebranta seu coração e ela se volta para Ele. O seu problema é: isso que você está chamando de Igreja não é a Igreja. Se a Igreja é o que a maioria das pessoas diz, então todas as promessas na bíblia com relação à Nova Aliança falharam. Mas Deus diz que na Nova Aliança que Ele criará um novo povo e Ele será seu Deus e eles serão Seu povo, e a Lei de Deus será escrita em seus corações e eles andarão nela.
. . A evidência da conversão não é um "cartão de decisão" preenchido, é uma vida sendo vivida.
. . Um querido amigo meu ligou para um importante estudioso cristão em história, Dr. Dallimore. Ele disse: “Dr. Dallimore, eu tenho uma pergunta. Se os puritanos realmente nunca fizeram apelos ou coisas que fazemos hoje, como eles sabiam quando alguém foi salvo?”. Dallimore disse: “Isso era fácil, a vida deles era transformada e eles continuavam indo à Igreja”. Como sabemos que eles são salvos? Eles não vêm à Igreja, suas vidas não são transformadas, mas eles são salvos porque eles levantaram a mão.
. . Veja o que fizemos, apenas veja. Veja.
Se você que está aqui está noite, e está preocupado com sua alma. Eu não vou pedir para você levantar a mão e não pedir para você preencher um cartão. Mas eu vou estar aqui até as seis da manhã quando meu avião partirá aconselhando você.
. . Isto é um problema, não é mesmo? Uma grande presunção.
. . As pessoas vêm à frente, assinam um cartão, falamos com eles cinco minutos sobre a salvação e os declaramos salvos. E ainda ficamos imaginando porque investimos tanto em discipulado e, mesmo assim, eles não crescem. Nós fizemos a grande presunção. Nós os fazemos passar por um rito evangélico, porque eles responderam corretamente as perguntas, nós os declaramos salvos e não nos preocupamos com isso novamente. Isso está errado. Eu te digo isso: se você se arrepender e crer em Cristo nesta noite, se você já fez isso, Ele te salvou. Mas eu lhe digo isso: se você fez uma decisão por Cristo, se você O vê como Senhor e professa fé Nele, Ele te salvou. Mas se você sair daqui e a sua vida não mudar, e você não começar a crescer e Aquele que começou a boa obra em você não a completar, o que aconteceu com você nessa noite não foi uma conversão genuína. Porque a evidência de uma genuína conversão é uma contínua obra de Deus na alma do homem.
. . Esta é a maneira antiga. Isso é cristianismo histórico
. . Quantos de vocês...? Quantas pessoas você conhece...? Isso não é verdade?
. . Talvez você tenha um filho que fez a profissão de fé quando tinha 6 anos, porque alguém perguntou se ele queria ir para o céu e se ele amava Jesus. É claro que eles levantam suas mãos. Então, quando eles chegam aos 14,15 anos e começam a viver no mundo e odiando as coisas de Deus. Aí você diz a eles: “Você é um Cristão, você deve agir diferente”. Você está errado nessa maneira de abordá-lo. Você deve abordá-los assim: “Você fez uma profissão de fé em Cristo, mas todas as evidências em sua vida até esse momento demonstram que talvez sua profissão de fé
. . Veja o quão superficial nosso cristianismo tem se tornado. Oh meu querido amigo. Estas coisas não deviam ser assim, mas são. Despertem para o evangelho, para o verdadeiro evangelho, e não para esse evangelho diluído. É um evangelho de graça e de poder, pois Aquele que começou a boa obra em você irá terminá-la.
. . A evidência da conversão não é um "cartão de decisão" preenchido. É uma vida a sendo vivida.
domingo, 25 de julho de 2010
Igreja Universal e Mundial do poder de Deus são seitas, diz o Supremo Concílio da IPB
Como podemos considerar pastor cristão, alguém que não prega o Evangelho da Cruz? Como podemos considerar cristianismo algo tão contrastante com os ensinos bíblicos? Podemos considerar cristianismo algo, pelo simples fato de "crer" na Bíblia ou fazer uso dela no rito?
As grandes corporações que pregam a teologia da prosperidade, que incluem promessas de riqueza, saúde, bons relacionamentos, cura interior, libertação de demônios etc... não pregam uma coisa: a Cruz. Não o principal, mas o ÚNICO meio para a Salvação do homem. Para nós que cremos no Evangelho, trilhar os caminhos da prosperidade humana a qualquer custo tem um único fim, o inferno, lugar que caiu em desprestígio nessas denominações, que publicamente não o negam, mas o expurgam das pregações para serem continuamente agradáveis a seus clientes.
Constantemente escuto a frase: lá é um pronto-socorro! Em outras épocas eu diria... ok! Pode ser... mas meu posicionamento hoje no entanto é outro. Primeiro eu pergunto: Por quê? Quem vai lá vai atrás de quê? Falta de dinheiro, saúde, casamento arruinado? É bastante provável que a resposta se encaixe nesses quesitos ou em outros bastantes semelhantes. Creio também, que a maioria dos verdadeiramente salvos também respondem algo bem parecido. Ai faço a segunda pergunta: Não são estes desesperados, os mesmos que já foram aos centros de umbana, "tiraram" cartas e consultaram os búzios e agora estão atrás de mais uma opinião? O impressionante é que muitos se encaixam aqui também. Chego então a uma última pergunta: Cristo: Salvador ou Solução? E a resposta é sempre a mesma: SOLUÇÃO. É aqui que diferenciamos os salvos dos não salvos.
Não buscam um salvador, buscam uma solução para satisfação de suas almas. Buscam desde um emprego a um carro novo... buscam da cura da filha soropositivo à aprovação em um concurso público... buscam de tudo... menos a Cristo... Como alguém assim pode ser considerado cristão? Como uma igreja que doutrina seus membros dessa forma pode ser cristã? Como pode alguém que odeia a cruz e não entende o seu significado ser declarado salvo? Basta "sinceridade" para alguém ser salvo?
Já é hora de pastores que pregam o verdadeiro Evangelho de Cristo condenarem esse ensino de demônios que prega de tudo, de psicologia barata à atitude positiva, mas nega o principal: a Palavra de Deus. Que distorcem a Palavra e deleitam-se em fábulas. Igrejas pastoreadas por lobos vorazes que cerram a porta dos céus impedindo que outros entrem, prometendo um céu na terra que nunca existirá.
Que este concílio da IPB possa ser um primeiro brado entre muitos outros contra as corporações da "salvação por obras", que rejeitam o sacrifício da cruz em troca de sacrifício financeiro. Que viram as costas à Cruz e voltam-se para o deus riqueza.
***
Daniel Clós César não toma banho de descarrego na IURD nem aceita o passe-gospel do Valdemiro Molhado. Ele está vacinado com o evangelho de Cristo
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Pentecostal Decente!
Um dia desses, surfando de bobeira pela página que lista as comunidades das quais sou membro, me deparei com um nome bem sugestivo, e do qual não mais recordava: Pentecostal Decente. Não pude deixar de rir com meus botões ao me dar conta da mensagem subliminar por trás da nomenclatura. Quem idealizou a comunidade, e provavelmente todos que a ela se filiaram, assumem que há algo de errado no atual uso do termo pentecostal; sim, de outra forma a escolha do título não faria o menor sentido.
A expressão pentecostal decente, nos fala que há pentecostais indecentes, seja lá qual for o critério que cada um utiliza para tal conclusão. E eu posso imaginar, e ser solidário, com vários possíveis critérios.
Existe um pentecostalismo indecente que transforma manias culturais em dogmas de fé. Foi dentro de um pentecostalismo assim que eu fui criado. Trata-se de uma religião de culpa e medo, que domina a consciência das pessoas por meio do legalismo religioso. Não pretendo descrever os abusos espirituais que presenciei, até porque, todas as vezes que tendei comentar o assunto, muitos imaginaram que eu estava apenas sendo rancoroso. O caso é que este tipo de pentecostalismo, ou melhor, de religião indecente, causa grandes prejuízos emocionais e culturais para a sociedade como um todo. E como toda falsa religião, deve ser sumariamente combatido.
Existe um pentecostalismo indecente que transforma a defesa da fé em sectarismo religioso. Você sabia que muitos pentecostais não interagem com cristãos de outras confissões. Do mesmo modo que muitos fundamentalistas consideram os demais cristãos como apostatas; alguns pentecostais pretendem fazer crer que o resto da cristandade não possui o Espírito Santo, a salvação, a santidade? Por incrível que pareça, existem ministérios dentro das Assembléia de Deus, só para dar um exemplo, que não interagem com outros ministérios dentro da própria Assembléia de Deus, mesmo que os dois pertençam à mesma convenção nacional! Talvez elas tenham bons motivos para o sectarismo, como por exemplo, uma aceita o uso de brincos, e a outra não?
Existe um pentecostalismo indecente que converte a experiência pentecostal em misticismo antibíblico, e portanto, irracional. E aqui eu incluo todas as vertentes pseudopentecostais que mistificaram rituais, pessoas, objetos, campanhas, frases? O leitor certamente conhece alguém que segue a cartilha mística. Pode ser aquele seu vizinho que colou na porta de casa o diploma de dizimista; ou o pessoal da casa da frente que antes de viajar nunca deixa de ouvir ?uma palavra de Deus? com a profetisa da rua de cima, e assim por diante.
Existe um pentecostalismo indecente que convence os incautos de que o conhecimento bíblico pode ser perigoso. Esta é uma das formas mais blasfemas de falsa religião, e está intimamente ligada ao misticismo do qual falamos no parágrafo anterior. Neste pecado caem até mesmo diversos ministros do pentecostalismo clássico, que mesmo combativos aos misticismos da moda, não resistem a clichês do tipo: ?Hoje não vim falar de teologia com vocês, eu vim lhes trazer uma mensagem do céu?. Toda vez que ouço alguém falando coisas assim, e normalmente estão sobre o púlpito quanto assim procedem, tenho vontade de vomitar. Uma pessoa, ou instituição, que se acha no direito de desdenhar o conhecimento de Deus que se adquire por meio de Sua Palavra, não é digna de ser chamada de cristã.
Existe um pentecostalismo indecente que alugou seus púlpitos como barraquinha de votos. Não sou contra política, muito pelo contrário. Sou, aliás, da opinião de que boa parte dos ministros brasileiros é politicamente covarde, e vendida a qualquer um que esteja no Governo. E é exatamente por tal covardia, aliada a um crescente mercantilismo, que muitos líderes oferecem suas ovelhas aos lobos de gravata. Não sou profeta, mas posso perfeitamente prever o que acontecerá no ano que vem, e nos anos que virão: muitos candidatos sendo convidados a sentarem no púlpito, enquanto recebem orações, elogios e agradecimentos!
A Igreja deve se envolver com política. Deve, ou melhor, tem obrigação de fazê-lo! Mas, é aqui que mora o problema: a maioria dos ministros evangélicos, incluindo pentecostais, não faz política, faz negócio?
Existe um pentecostalismo indecente que gerou a consagração por nepotismo. Como muitos líderes pentecostais, e pseudopentecostais, imaginam que são os coronéis deste ou daquele ministério, nada mais natural que lutem para perpetuar a herança familiar! Nada mais justo, não é mesmo? E é aqui que entra o nepotismo ministerial? Não importa se o rapaz esteve até ontem fora da Igreja, freqüentando motéis, bordeis e orgias mil ? o que importa é que hoje ele foi ?escolhido? pelo Senhor para assumir alguma liderança da Igreja. E, temos visto, não é incomum, que algum "profeta" valide a decisão, com alguma oportuna mensagem do céu??
Filho de pastor pode ser pastor? Pode, é perfeitamente possível. Filho de pastor é pastor? Não, é peixe, e na peixada pode garantir seu lugar ao sol, mas não é por consangüinidade pastor.
Existe um pentecostalismo indecente que substituiu a experiência carismática por técnicas de manipulação. Constate isso visitando alguns congressos famosos, sempre prestigiados por grandes (sic) e também famosos pregadores? Observem que boa parte dos pregadores não se contenta mais em falar de Cristo, e nem de gritar sobre Cristo! Agora eles têm descoberto uma nova, e muito mais rentável vocação: animadores de auditório. Algumas vezes eu fico cansado só de ver as pessoas obedecerem a determinados pregadores. Levante, sente, bata palma, fale com o vizinho, abrace o da frente, feche a mão, abra a mão, estenda a mão, recolha a mão, grite, feche os olhos, veja o anjo, veja a tocha, bata o pé, pise no Encardido, dê um salto, repita comigo, mais alto, repita novamente? Ufa!
Aqui entre nós: ? diversas vezes fico duplamente constrangido, por mim, e por alguns pregadores. Mas, qual minha culpa se eles acham que tenho obrigação de obedecer as suas macaquices? Não senhores; não tenho tal obrigação! Tenho obrigação e gosto em ouvir a Palavra de Deus, mas não de ficar participando de técnicas motivacionais. Por isso, já deixo o meu aviso: nunca se dirijam a mim solicitando algum malabarismo, eu não farei; os únicos ?exercícios físicos? que faço na Igreja são: ajoelhar ao entrar no templo, caminhar para o púlpito quando é o caso, colocar-me em pé para as intercessões, levar a mão ao bolso para a oferta (e só quando tenho), levantar-me para a Leitura, e estender a mão para a Benção Apostólica.
Não é confortável falar sobre o erro que vemos diante de nós, até porque estou certo que todos desejamos uma Igreja fiel e comprometida com a Palavra do Senhor. Criticar é sempre uma tarefa dolorida. Ouvi alguém dizer que quando criticamos alguma coisa na Igreja, devemos sempre ter em mente que ela é a Noiva de Cristo, e que nenhum esposo aceitaria afrontas contra a sua Amada; de modo que o único modo de criticar a Igreja é com lágrimas nos olhos?
E, não poderia ser diferente, são lágrimas que nos assaltam a alma todas as vezes que estes erros se apresentam, e todas as vezes que se fazem combater. Que nenhum critica seja dirigida ao povo de Deus, como se falássemos de uma coisa qualquer, antes, na certeza de que o Senhor corrige o que ama; e açoita a qualquer que recebe por filho. (Hebreus 12.6).
sábado, 8 de maio de 2010
E agora Jose? (versão neopentecostal)
E agora, José? E agora, você? Você que dizima, não falta às campanhas,unge com óleo,e toma da água que o apóstolo orou.
A noite esfriou, e a bênção não veio, mas o bispo pregou que a culpa é só sua: “você não tem fé”.
E agora, José? Está sem recursos,está sem amigos, e acabou o carinho daqueles irmãos do errante caminho.
Perdeu a esperança porque confiou em palavra de homem que só se interessa em ovelha tosar, enganar os mais simples, e passar um sermão em quem duvidar.
E agora, José? Se você cantasse, se você orasse, se você louvasse…
Mas você já não crê, e prefere morrer a ser iludido mais uma vez com tantas promessas de espertos profetas que cobram pedágio pra se alcançar as bênçãos do céu.
A noite esfriou, as lágrimas rolaram. E agora, José? Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, José abre a Bíblia.
E como milagre caíram-lhe escamas que impediam seus olhos de enxergar a Verdade.
A partir desse dia o Evangelho reinou dando-lhe Paz e indizível alegria.
E agora, José? Agora que eu vejo, não tem mais conversa: deixei as mandingas, os fetiches e crenças.
Posso dizer que mudou minha história: Desde então, é somente a Palavra, somente a Graça, apenas a Fé no Filho do Homem, e a Deus, somente a Deus, eu dou toda a glória.
