sexta-feira, 22 de maio de 2009

O cristão de quem menos gosto

Eu amo Jesus. O que me deixa maluco são seus seguidores. Para ser sincero, não gosto de muitos cristãos. Note bem, eu não disse “alguns” cristãos; eu disse “muitos”. Não gosto deles — não gosto mesmo, nem um pouquinho. Por várias vezes, prefiro andar com gente doida, profana, incrédula e perdida do que com aqueles que se dizem cristãos, mas, na verdade, são fariseus de mente limitada e metidos a críticos.
Tenho um amigo que é pastor de uma grande igreja. Certa vez, durante uma entrevista, ele disse ao repórter que orava seis horas por dia. O jornalista, muito impressionado, perguntou por que ele orava tanto tempo. O pastor respondeu, com toda franqueza: “Minha igreja é muito grande, e odeio muitas pessoas que fazem parte de-la. Preciso orar seis horas por dia para que Deus me ajude a amá-las”.
Gostaria de amar todos os cristãos, mas não consigo. E vou enumerar algumas razões pelas quais isso acontece.
Não gosto de muitos cristãos pela capacidade que possuem de ser terrivelmente críticos. Eles assumem aquela pose do tipo sou-mais-santo-que-você e se consideram melhores do que todo mundo. Brigam e discutem pelos motivos mais ridículos.
• “Você está lendo a versão errada da Bíblia.”
• “O estilo de louvor de sua igreja é sem graça.”
• “O ensino sobre o Antigo Testamento é insuficiente.”
• “Por que não prega mais sermões expositivos?”
• “Sua igreja deveria realizar mais trabalhos evangelísticos.”
• “Você é por demais evangelista, devia se preocupar mais com o discipulado.”
Esses especialistas em igreja costumam ser os mesmos que não sabem dizer o nome do vizinho não-cristão. Aaaarghhh! Fico doente com esse tipo de gente. E quando o tema da conversa ultrapassa as questões da igreja, a coisa é ainda pior:
• “Evangélicos só devem assistir a filmes cristãos, que não são violentos.” (Adorei ver a cara dessas pessoas quando A paixão de Cristo, de Mel Gibson, foi lançado.)
• “Quem ouve música do mundo vai para o inferno.”
• “Cristão não faz tatuagem.”
• “Os Teletubbies são coisa do Diabo.”
• “Cristão de verdade não vai à Disney.”
Não consigo imaginar Jesus escrevendo frases como essas no chão.
Outro tipo que faz meu estômago revirar é aquele pregador fu-rioso: “Se você não se converter, vai queimar no inferno, pecador!”. Por experiência, posso dizer que os pregadores nervosinhos em geral pecam tanto quanto (ou mais do que) as pessoas a quem costumam pregar.
Se o que você leu até agora ainda não é suficiente para convencê-lo, ainda há mais: certos cristãos são muito esquisitos. É só dar uma olhada nos programas evangélicos exibidos na televisão. Alguns deles complicam muito o meu trabalho. Em tese, remo no mesmo barco, mas confesso que fico tentado a fazer piada das muitas bobagens que vejo.
Não é de admirar que não-cristãos assistam a esses programas só para rir. Sei que há muitos ministérios cristãos sérios que ocupam espaços na grade de horários da televisão, e dou o maior apoio. Mas, sejamos sinceros, existe muita coisa bastante bizarra para ver.
Se você se sente ofendido com o que acabou de ler, peço que coloque a mão na consciência e seja franco: já reparou no jeito que muitos televangelistas se vestem? Junte-se a isso a maquiagem forte e o cabelo cheio de laquê das mulheres desses pastores-apresentadores. Parece até um cafetão acompanhado de uma perua — é possível até que um cafetão e uma perua de verdade se vistam e se maquiem melhor.
Isso sem falar no grande engodo que é o discurso antibíblico: “Deus quer que seus filhos sejam ricos, por isso posso andar por aí em carros de luxo”. Para completar, eles ainda pregam no melhor estilo vou-pegar-seu-dinheiro, finalizando todas as falas com aquele “amém?” constrangedor. “Jesus ressuscitou dentre os mortos, amém? E ele está pronto para perdoar seus pecados, amém? Clame pelo Senhor agora, amém?”. Isso me embrulha o estômago, amém?
O que é isso?
O pior de tudo, porém, é o potencial de certos evangélicos à hipocrisia mais nojenta. São capazes de dizer uma coisa e fazer outra completamente diferente. Isso não apenas macula o nome de Jesus, como também fornece mais munição para esse mundo incrédulo usar contra o corpo de Cristo. É como o sujeito que procurou certo pastor protestante e perguntou:
— Pastor, será que o senhor faria o funeral de meu cachorro?
— Não fazemos funerais de cachorros — o pastor respondeu.
— Que pena — disse o homem, aparentemente decepcionado, mas rindo por dentro. — Eu estava disposto a fazer uma oferta de 100 mil para a igreja. Pelo jeito, terei de procurar outra.
— Opa, espere um pouquinho — reagiu o pastor. — Por que você não disse antes que seu cachorro era protestante?
Essas são algumas das razões pelas quais não gosto de muitos cristãos. Para falar a verdade, muitos deles também não gostam de mim. Dizem que sou radical demais. Que minha teologia é rasa. Que sou bom mesmo é de marketing. E meu pecado imperdoável: sou pastor de uma “megaigreja” (o que, automaticamente, faz de mim um egocêntrico que só se preocupa com dinheiro).
Agora que meus motivos já estão expostos, podemos começar. Espero que cheguemos aonde Deus deseja: um lugar que, provavelmente, não é o que ocupo agora. De qualquer maneira, sinto-me melhor depois de desabafar. Obrigado pela atenção que me dispensou até agora.
O cristão de quem menos gosto.
Se você acha que minha cisma é apenas com evangélicos de outras igrejas, está enganado. Quando olho para minha igreja, encontro muitas pessoas das quais também não gosto. Não tenho o menor interesse em saber o que querem e como vivem. Fico bastante perturbado com isso, doente mesmo.
Há um tipo de cristão que considero o pior de todos, disparado. É o que mais me aborrece. Tira meu sono. Embrulha meu estômago. O cristão que mais detesto… sou eu!
Não estou brincando. Detesto muitas coisas em mim. Detesto ser menos do que aquilo que Cristo deseja. Tenho nojo de mim quando digo coisas que não deveria e que são incoerentes com a Palavra de Deus.
Detesto quando, na condição de líder, tomo decisões que magoam as pessoas. Detesto quando minhas atitudes pecaminosas magoam os seguidores de Cristo e afugentam os não-cristãos. Detesto essas coisas que vejo em mim.


Fonte: [ Livro: Confissões de um pastor / Editora: Mundo Cristão ]

terça-feira, 28 de abril de 2009

Três olhares da Crucificação de Cristo


1. Os que zombavam Mt 27: 11-26
A crucificação era a forma mais vergonhosa, humilhante e cruel da época.
Os lideres da época zombaram de Jesus. Herodes zombou de Jesus, não levando a acusação a sério. (Lc 23:11). Os principais sacerdotes pediam a crucificação de Jesus.
O povo não teve medo de dizer que o próprio povo assumiria a responsabilidade do sangue de Jesus.
Na Crucificação, as autoridades, e não o povo, estavam zombando de Jesus. Eles falam do “Cristo” e do “Escolhido” ainda que Jesus não pareça ter usado nenhum dos dois títulos.
Mas o povo havia ido para se divertir, (Lc 23:48), porém a morte de Jesus os perturbou.
E como está nossa vida, será que não estamos “zombando” de Jesus, quando não pregamos Sua palavra? Ou quando deixamos de busca-ló. Quando firmamos um compromisso e não cumprimos, de certa forma estamos zombando do Senhor.,

2. Pilatos Mt 27: 11-26
V.18 porque sabia que o haviam entregado por inveja. Pilatos sabia que Jesus era inocente.
Pilatos não cumpriu com o seu papel de líder e foi omisso por causa da pressão.
Pilatos não queria crucificar Jesus, queria somente dar-lhe um castigo e soltar. Até sua esposa havia sonhado com Jesus e lhe pediu em vão. Como era de costume nas festas eles teriam que soltar um criminoso, mas o povo pediu Barrabas, e Pilatos sendo omisso, cedeu.
Omissão significa: deixar, voluntária ou involuntariamente, de dizer ou fazer qualquer coisa que era de seu dever ou obrigação.
Pilatos não estava preocupado em agradar as autoridades dos judeus e sim estava mais preocupado com o tumulto que estava se formando. Isso se deixa claro por sua zombaria contra os judeus na frase do titulo que pôs na cruz. (Jo 19:19-22)
A culpa de Pilatos é determinada por Deus em At. 4:27.
E nós, não estamos sendo omissos quando não nos posicionamos contra as coisas que o mundo nos impõe? Será que não somos omissos em falar de Jesus para os nossos amigos da faculdade, trabalho, nosso vizinhos?

3. Criminoso que estava sendo crucificado junto com Jesus. Lc 23: 39-43
Um dos malfeitores reconheceu que Jesus era o Filho de Deus. E teve confiança em Jesus v. 42. Mesmo tendo sua vida cheio de falhas, no ultimo suspiro de vida, reconheceu a grande do Senhor Jesus e confessou de todo o seu coração e recebeu a salvação.
v. 49. os conhecidos de Jesus acompanhavam de longe a crucificação. Provavelmente chorando, angustiados em ver o Salvador sendo morto. Com certeza muitos duvidaram de tudo o que havia acontecido.
Mas a partir que reconheceu Jesus como nosso salvador, recebemos a maravilhosa graça de sermos chamados Filhos de Deus. Não deixe isso para ultima hora. Jesus está a porta bate. Deixe-o entrar em sua vida, como aquele malfeitor. Independentemente do que você esteja vivendo, ou de como esteja vivendo.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Pensamento do dia!

“O amor cristão não é vítima de nossas emoções, mas servo de nossa vontade.”

John Stott

segunda-feira, 23 de março de 2009

Vaga para Pastores!


Uma certa igreja estava precisando de pastor. Um dos presbíteros escreveu uma carta como se tivesse recebido de um candidato e a leu perante o conselho da igreja:
“Senhores, sabendo que o púlpito de sua igreja está vago, gostaria de candidatar-me ao cargo. Tenho muitas qualificações que, penso, irão apreciar. Tenho sido abençoado com o PODER na pregação e tenho tido bastante sucesso como escritor. Alguns dizem que sou bom administrador; algumas pessoas, contudo, tem alguma coisa contra. Tenho mais de 50 anos de idade. Nunca fiquei no mesmo lugar. Tive que deixar uma cidade, porque a obra causou tumulto e distúrbios. Tenho que admitir que estive na cadeia, 3 ou 4 vezes, mas não por más ações. Minha saúde não é muito boa, embora eu consiga trabalhar muito. Tenho exercido minha ‘profissão’ para pagar as despesas. As igrejas em que tenho pregado, são pequenas, embora localizadas em várias cidades grandes. Eu não tenho tido comunhão com os líderes religiosos das diversas cidades onde tenho pregado. Para falar a verdade, alguns deles me levaram às barras do tribunal e me atacaram física e violentamente. Eu não sou bom para manter arquivos de registros. Muitos sabem que eu esqueci a quem batizei. Todavia se os senhores quiserem me aceitar, esforçar-me-ei ao máximo, mesmo que seja obrigado a trabalhar para custear o ‘meu sustento’.”
Depois de ler esta carta diante do conselho, o presbítero perguntou aos oficiais se estavam interessados neste candidato. Eles replicaram que ele jamais serviria para aquela igreja. Eles não queriam um homem enfermo, contencioso, turbulento, um ex-presidiário ‘descabeçado’. E ainda mais… A apresentação deste candidato era até um ”insulto” para a igreja. Depois perguntaram qual era o nome do candidato, e a resposta foi: ‘O APÓSTOLO PAULO!’

quarta-feira, 18 de março de 2009

Livro: " A Cabana"



Acabo de ler o livro: A Cabana. Este livro trata de uma viagem de fim de semana da familia de Mack Allen Phillips. Até que a filha mais nova de Mack é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa cabana abandonada. A partir dessa tragédia, passa a duvidar do sentido da vida e se questiona: "Se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?

Depois de quatro anos vivendo numa Grande Tristeza causada pela culpa e pela saudade de sua filha, Mack recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à cabana onde aconteceu a tragédia.

Apesar de todas as duvidas que pairam em sua cabeça, ele vai a cabana. Mas o que ele encontra lá, mudará a sua vida para sempre.

As respostas que Mack encontra vão surpreender você.

Como uma história de ficção eu gostei do livro e segue a dica para você ler. Com certeza você não irá se arrepender.


Voltando

Depois de um enorme tempo sem postar neste blog, devido a decisões e tempo de muita reflexão em minha vida, e atendendo a pedidos, estou voltando a postar.

Abraços!!!