domingo, 19 de setembro de 2010

Não Seja Inútil na Batalha – Martyn Lloyd-Jones


Muitos de nós simplesmente seguem uma rotina, sem pensar, sem inteligência. Soa estranho dizer isso num período como este na história da Igreja Cristã, mas na Igreja há muitos que não têm idéia da razão pela qual estão ali, exceto pelo fato de que foram habituados a freqüentar os cultos. Não fosse isso, não estariam ali. Nunca pensaram nessas coisas o bastante para romper o hábito; seguem uma rotina. Há pessoas que não pensam, pessoas sem entendimento, que não têm a mínima idéia do conflito espiritual, não têm a mínima idéia da crucial importância da Igreja Cristã numa hora como esta. Seguem o mesmo itinerário e fazem a mesmíssima coisa domingo após domingo, simplesmente como parte da rotina da vida. Entretanto lhes falta entendimento. E esse o tipo da coisa que o apóstolo tem em mente. Tais cristãos, é claro, já estão derrotados; são inúteis na batalha. Não têm valor nenhum no exército. Os cristãos ativos têm que carregá-los porque eles não conseguem mover-se; não estão prontos para alguma súbita mudança de tática. Eles são passageiros que temos que levar, e sempre são um grande empecilho para um exército. Eles têm sido um grande problema em toda a história das guerras.

Por outro lado, há também muitos que vivem em função das suas próprias atividades e que não têm ciência de que há um conflito espiritual. Para eles, o cristianismo é o que eles fazem. Isso faz parte do perigo de amoldar-se a um tipo. E triste ver pessoas que recentemente entraram na vida cristã dentro de um curto período de tempo repetindo frases e chavões. Não têm idéia do que significam; estão apenas imitando os outros; estão pegando o linguajar, as expressões e as atividades. E isso continua indefinidamente. Pode-se perceber que elas não estão vivamente conscientes da verdadeira situação.

Permitam-me admitir com sinceridade que estas exigências estritas se aplicam a todas as partes da Igreja, tanto aos pregadores como aos membros e freqüentadores. Não há nada que eu saiba que seja tão completamente oposto ao que o apóstolo está ensinando aqui como o pregador profissional, o homem que adota certo maneirismo e certo tom de voz, o chamado tom de voz clerical, e todas as outras características da"veste" sacral. O profissional no púlpito é uma grande maldição. Esse homem está realmente combatendo a favor do inimigo. É um traidor no exército do Deus vivo!

Tenhamos os nossos pés calçados com a preparação do evangelho da paz. Tratemos de saber o que estamos fazendo. O referido profissionalismo acha-se entre os liberais, e também entre os evangélicos. Alguns fingem, apresentando um artificial brilho e entusiasmo, uma espécie de "cristianismo muscular". Os que procedem assim estão se amoldando a um modelo. Não estão tendo entendimento, e revelam uma incapacidade de entender o profundo caráter da vida cristã. E há outros, às vezes jovens, que tentam parecer puritanos, como se vivessem há trezentos anos, e que falam na linguagem dos puritanos. Isso é igualmente mau. Vestir um casaco ou uma máscara ou agir por puro profissional ismo, é exatamente o oposto do que o apóstolo nos exorta a fazer.

Todas essas coisas são apenas manifestações daquele "estar em paz em Sião" enquanto uma tremenda batalha está sendo travada. Um cristianismo respeitável ou formal num tempo como este é inútil. É por isso que a Igreja está decaindo e exibindo nada mais do que um cristianismo respeitável, "Moralidade com um toque de emoção", como Matthew Arnold o descreveu, sem nenhum valor. Não me surpreende o fato de que o estado em que se acha a Igreja é o que é. Falta entendimento espiritual, ou, para usar a figura do apostolo, os pés estão pesadamente calçados com meras tradições e culto formal. Não há nada daquela mobilidade e agilidade que são essenciais numa época como esta.

A Igreja atual tem muita semelhança com Davi vestido com a armadura de Saul. Golias desafia Israel com sua armadura, sua lança e sua espada; e Israel se abala e treme, e não sabe o que fazer. Todos estão morrendo de medo deste homem que matou tantos. Então Davi, jovem, simples pastor, chega ao acampamento israelita, e, movido pelo Espírito de Deus, apresenta-se para responder ao desafio de Golias. Saul e os seus companheiros, sem os pés "calçados com a preparação do evangelho da paz", e pensando na velha terminologia em vez de pensarem espiritualmente, dizem: "Ele parece convencido de que poderá fazê-lo; vamos buscar a armadura de Saul e colocá-la nele". Acreditavam que a única maneira pela qual alguém poderia pelejar com Golias era com a armadura de Saul. Por isso a colocaram nele. Mas Davi percebeu logo que se fosse vestindo aquela armadura, seria morto. Mal podia mover-se, a armadura era pesada demais e grande demais para ele. E assim livrou-se dela. "Não vou conseguir lutar usando a armadura de Saul", disse ele; "tenho que usar o meu método de combate e, em nome do Deus vivo, é o que vou fazer." Pode-se dizer que Davi percebeu a importância de estar "calça¬do com a preparação do evangelho da paz". Ele queria ter mobilidade, e ser capaz de mover-se rapidamente e responder e reagir a cada movimento de Golias.

O que quero dizer é que os cristãos muitas vezes entram em dificuldade porque tentam lutar nesta batalha de um modo do qual não são capazes. Por exemplo, com freqüência encontro cristãos em dificuldade e dizendo: "Fiz um péssimo papel outro dia, numa discussão com algumas pessoas acerca de religião; realmente sinto que causei mais mal do que bem". "Bem", eu dizia, "que é que vocês estavam discutindo?" Eles me contavam que estavam discutindo o evolucionismo ou alguma outra questão de natureza científica. "Digam-me", dizia eu, "vocês receberam instrução e treinamento científicos?" "Ah, não", respondiam. "Muito bem", eu perguntava, "por que vocês entraram nesse tipo de discussão?" Não deviam fazer isso. Davi recusou-se a lutar usando a armadura de Saul. Se vocês não conhecem o assunto, não digam nada; ou digam: "Não sei". Guardem a batalha para aquilo que vocês conhecem. Insistam sempre em ter o controle sobre o lugar onde a batalha será travada. Não permitam que os seus amigos vistam vocês com a armadura de Saul. O dever de vocês é fazer aquilo de que são capazes. Tirem a sua funda e as suas pedras, e use essas coisas. Não tentem fazer algo que está além das suas forças.

sábado, 18 de setembro de 2010

A Doutrina Esquecida

por Paul Washer

. . A evidência da conversão não é um "cartão de decisão" preenchido. É uma vida a sendo vivida.

Deus ordena a todos os homens em todos os lugares que se arrependam dos seus pecados, creiam no Evangelho e produzam frutos dignos de arrependimento.

. . Você diz: "Irmão Paul, você está falando de salvação pelas obras". Absolutamente não! Eu estou falando de uma doutrina esquecida na Igreja.

. . Permaneçam mais um pouco vou fechar minha Bíblia, já estou acabando. Esperem só mais um pouco.

. . Se tem uma doutrina esquecida na Igreja hoje, e isso está destruindo o evangelismo, é a doutrina da regeneração. Regeneração não é meramente uma decisão humana. Você não é salvo simplesmente porque você decidiu sair do caminho que leva ao inferno e entrar no caminho que leva ao céu. Salvação é uma obra sobrenatural de Deus, onde o poder Deus é manifestado de tal forma que se equipara, ou excede o próprio poder de Deus demonstrado na criação do universo. O universo foi criado "ex nihilo", do nada. Mas quando Deus salva um homem, Ele o recria de uma desordem corrompida. Quando pessoas verdadeiramente se arrependem e verdadeiramente crêem, há uma obra de regeneração acontecendo que transforma aquelas pessoas em novas criaturas, e sendo novas criaturas com uma nova natureza, elas irão viver uma vida diferente!

. . A evidência da regeneração não é que uma vez você tomou uma decisão numa campanha evangelística. A evidência da regeneração é que sua vida está sendo transformada. Você acha que Deus transforma só alguns de Seus filhos?

. . A doutrina que ensina que o Cristão pode viver num estado contínuo de carnalidade é absolutamente heresia. Cristãos pecam? Sim. Cristãos podem cair em carnalidade? Sim. Cristãos podem caminhar na imaturidade por um tempo? Sim. Mas os Cristãos podem viver de maneira ímpia e mundana todos os dias de sua vida? Absolutamente não! Por quê? Porque a salvação é uma obra sobrenatural de Deus e se qualquer homem está em Cristo, ele é uma nova criatura e novas criaturas vivem de maneira diferente.

. . É por isso que quando as pessoas me dizem que hoje há tanto pecado dentro da Igreja quanto fora dela; que existe tanto divórcio, pornografia, mentiras, ódio, contendas na Igreja quanto fora dela, isto é uma mentira! A Igreja do Senhor Jesus Cristo, hoje, na América, é linda. Ela está quebrantada, ela é confessional, ela está andando com seu Deus e quando ela peca isso quebranta seu coração e ela se volta para Ele. O seu problema é: isso que você está chamando de Igreja não é a Igreja. Se a Igreja é o que a maioria das pessoas diz, então todas as promessas na bíblia com relação à Nova Aliança falharam. Mas Deus diz que na Nova Aliança que Ele criará um novo povo e Ele será seu Deus e eles serão Seu povo, e a Lei de Deus será escrita em seus corações e eles andarão nela.

. . A evidência da conversão não é um "cartão de decisão" preenchido, é uma vida sendo vivida.

. . Um querido amigo meu ligou para um importante estudioso cristão em história, Dr. Dallimore. Ele disse: “Dr. Dallimore, eu tenho uma pergunta. Se os puritanos realmente nunca fizeram apelos ou coisas que fazemos hoje, como eles sabiam quando alguém foi salvo?”. Dallimore disse: “Isso era fácil, a vida deles era transformada e eles continuavam indo à Igreja”. Como sabemos que eles são salvos? Eles não vêm à Igreja, suas vidas não são transformadas, mas eles são salvos porque eles levantaram a mão.

. . Veja o que fizemos, apenas veja. Veja.

Se você que está aqui está noite, e está preocupado com sua alma. Eu não vou pedir para você levantar a mão e não pedir para você preencher um cartão. Mas eu vou estar aqui até as seis da manhã quando meu avião partirá aconselhando você.

. . Isto é um problema, não é mesmo? Uma grande presunção.

. . As pessoas vêm à frente, assinam um cartão, falamos com eles cinco minutos sobre a salvação e os declaramos salvos. E ainda ficamos imaginando porque investimos tanto em discipulado e, mesmo assim, eles não crescem. Nós fizemos a grande presunção. Nós os fazemos passar por um rito evangélico, porque eles responderam corretamente as perguntas, nós os declaramos salvos e não nos preocupamos com isso novamente. Isso está errado. Eu te digo isso: se você se arrepender e crer em Cristo nesta noite, se você já fez isso, Ele te salvou. Mas eu lhe digo isso: se você fez uma decisão por Cristo, se você O vê como Senhor e professa fé Nele, Ele te salvou. Mas se você sair daqui e a sua vida não mudar, e você não começar a crescer e Aquele que começou a boa obra em você não a completar, o que aconteceu com você nessa noite não foi uma conversão genuína. Porque a evidência de uma genuína conversão é uma contínua obra de Deus na alma do homem.

. . Esta é a maneira antiga. Isso é cristianismo histórico

. . Quantos de vocês...? Quantas pessoas você conhece...? Isso não é verdade?

. . Talvez você tenha um filho que fez a profissão de fé quando tinha 6 anos, porque alguém perguntou se ele queria ir para o céu e se ele amava Jesus. É claro que eles levantam suas mãos. Então, quando eles chegam aos 14,15 anos e começam a viver no mundo e odiando as coisas de Deus. Aí você diz a eles: “Você é um Cristão, você deve agir diferente”. Você está errado nessa maneira de abordá-lo. Você deve abordá-los assim: “Você fez uma profissão de fé em Cristo, mas todas as evidências em sua vida até esse momento demonstram que talvez sua profissão de fé em Jesus Cristo foi falsa e você ainda está em pecado, e se você morrer você vai para o inferno. Procure confirmar sua vocação e eleição, arrependa-se e retorne para Cristo”.

. . Veja o quão superficial nosso cristianismo tem se tornado. Oh meu querido amigo. Estas coisas não deviam ser assim, mas são. Despertem para o evangelho, para o verdadeiro evangelho, e não para esse evangelho diluído. É um evangelho de graça e de poder, pois Aquele que começou a boa obra em você irá terminá-la.

. . A evidência da conversão não é um "cartão de decisão" preenchido. É uma vida a sendo vivida.

domingo, 25 de julho de 2010

Igreja Universal e Mundial do poder de Deus são seitas, diz o Supremo Concílio da IPB

Por Daniel Clós César

Essa semana li que o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, considerou a IURD e a IMPD, seitas, e necessário é, que pessoas oriundas dessas denominações sejam rebatizadas e façam profissão de fé. Louvável o posicionamento da IPB. Há muito tempo se espera, pelo menos das grandes denominações evangélicas do Brasil, a definição do que é, e do que não é, CRISTIANISMO. A Bíblia já define bem, mas é preciso ensinar nos púlpitos. O povo cristão tem sede de ensino e exposição bíblica, algo raro até nos mais "sinceros" púlpitos deste país.

Como podemos considerar pastor cristão, alguém que não prega o Evangelho da Cruz? Como podemos considerar cristianismo algo tão contrastante com os ensinos bíblicos? Podemos considerar cristianismo algo, pelo simples fato de "crer" na Bíblia ou fazer uso dela no rito?

As grandes corporações que pregam a teologia da prosperidade, que incluem promessas de riqueza, saúde, bons relacionamentos, cura interior, libertação de demônios etc... não pregam uma coisa: a Cruz. Não o principal, mas o ÚNICO meio para a Salvação do homem. Para nós que cremos no Evangelho, trilhar os caminhos da prosperidade humana a qualquer custo tem um único fim, o inferno, lugar que caiu em desprestígio nessas denominações, que publicamente não o negam, mas o expurgam das pregações para serem continuamente agradáveis a seus clientes.

Constantemente escuto a frase: lá é um pronto-socorro! Em outras épocas eu diria... ok! Pode ser... mas meu posicionamento hoje no entanto é outro. Primeiro eu pergunto: Por quê? Quem vai lá vai atrás de quê? Falta de dinheiro, saúde, casamento arruinado? É bastante provável que a resposta se encaixe nesses quesitos ou em outros bastantes semelhantes. Creio também, que a maioria dos verdadeiramente salvos também respondem algo bem parecido. Ai faço a segunda pergunta: Não são estes desesperados, os mesmos que já foram aos centros de umbana, "tiraram" cartas e consultaram os búzios e agora estão atrás de mais uma opinião? O impressionante é que muitos se encaixam aqui também. Chego então a uma última pergunta: Cristo: Salvador ou Solução? E a resposta é sempre a mesma: SOLUÇÃO. É aqui que diferenciamos os salvos dos não salvos.

Não buscam um salvador, buscam uma solução para satisfação de suas almas. Buscam desde um emprego a um carro novo... buscam da cura da filha soropositivo à aprovação em um concurso público... buscam de tudo... menos a Cristo... Como alguém assim pode ser considerado cristão? Como uma igreja que doutrina seus membros dessa forma pode ser cristã? Como pode alguém que odeia a cruz e não entende o seu significado ser declarado salvo? Basta "sinceridade" para alguém ser salvo?

Já é hora de pastores que pregam o verdadeiro Evangelho de Cristo condenarem esse ensino de demônios que prega de tudo, de psicologia barata à atitude positiva, mas nega o principal: a Palavra de Deus. Que distorcem a Palavra e deleitam-se em fábulas. Igrejas pastoreadas por lobos vorazes que cerram a porta dos céus impedindo que outros entrem, prometendo um céu na terra que nunca existirá.

Que este concílio da IPB possa ser um primeiro brado entre muitos outros contra as corporações da "salvação por obras", que rejeitam o sacrifício da cruz em troca de sacrifício financeiro. Que viram as costas à Cruz e voltam-se para o deus riqueza.


***
Daniel Clós César não toma banho de descarrego na IURD nem aceita o passe-gospel do Valdemiro Molhado. Ele está vacinado com o evangelho de Cristo

NOTA: Graças a Deus que existam Pastores e líderes que se posicionam contra essas seitas.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Pentecostal Decente!

Gosto muito do Orkut. Ultimamente tenho andado menos tempo no site de relacionamento, porém, em dias idos, era ali o lugar onde minhas reflexões se tornavam públicas; e também onde travei inúmeros debates sobre os mais variados temas teológicos, e até mesmo políticos ferrenho inimigo que sou do comunismo e de suas principais vertentes socialistas, criei alguns desafetos com gente ligada ao PT, Governo Lula, MST, e por aí vai.

Um dia desses, surfando de bobeira pela página que lista as comunidades das quais sou membro, me deparei com um nome bem sugestivo, e do qual não mais recordava: Pentecostal Decente. Não pude deixar de rir com meus botões ao me dar conta da mensagem subliminar por trás da nomenclatura. Quem idealizou a comunidade, e provavelmente todos que a ela se filiaram, assumem que há algo de errado no atual uso do termo pentecostal; sim, de outra forma a escolha do título não faria o menor sentido.

A expressão pentecostal decente, nos fala que há pentecostais indecentes, seja lá qual for o critério que cada um utiliza para tal conclusão. E eu posso imaginar, e ser solidário, com vários possíveis critérios.

Existe um pentecostalismo indecente que transforma manias culturais em dogmas de fé. Foi dentro de um pentecostalismo assim que eu fui criado. Trata-se de uma religião de culpa e medo, que domina a consciência das pessoas por meio do legalismo religioso. Não pretendo descrever os abusos espirituais que presenciei, até porque, todas as vezes que tendei comentar o assunto, muitos imaginaram que eu estava apenas sendo rancoroso. O caso é que este tipo de pentecostalismo, ou melhor, de religião indecente, causa grandes prejuízos emocionais e culturais para a sociedade como um todo. E como toda falsa religião, deve ser sumariamente combatido.

Existe um pentecostalismo indecente que transforma a defesa da fé em sectarismo religioso. Você sabia que muitos pentecostais não interagem com cristãos de outras confissões. Do mesmo modo que muitos fundamentalistas consideram os demais cristãos como apostatas; alguns pentecostais pretendem fazer crer que o resto da cristandade não possui o Espírito Santo, a salvação, a santidade? Por incrível que pareça, existem ministérios dentro das Assembléia de Deus, só para dar um exemplo, que não interagem com outros ministérios dentro da própria Assembléia de Deus, mesmo que os dois pertençam à mesma convenção nacional! Talvez elas tenham bons motivos para o sectarismo, como por exemplo, uma aceita o uso de brincos, e a outra não?

Existe um pentecostalismo indecente que converte a experiência pentecostal em misticismo antibíblico, e portanto, irracional. E aqui eu incluo todas as vertentes pseudopentecostais que mistificaram rituais, pessoas, objetos, campanhas, frases? O leitor certamente conhece alguém que segue a cartilha mística. Pode ser aquele seu vizinho que colou na porta de casa o diploma de dizimista; ou o pessoal da casa da frente que antes de viajar nunca deixa de ouvir ?uma palavra de Deus? com a profetisa da rua de cima, e assim por diante.

Existe um pentecostalismo indecente que convence os incautos de que o conhecimento bíblico pode ser perigoso. Esta é uma das formas mais blasfemas de falsa religião, e está intimamente ligada ao misticismo do qual falamos no parágrafo anterior. Neste pecado caem até mesmo diversos ministros do pentecostalismo clássico, que mesmo combativos aos misticismos da moda, não resistem a clichês do tipo: ?Hoje não vim falar de teologia com vocês, eu vim lhes trazer uma mensagem do céu?. Toda vez que ouço alguém falando coisas assim, e normalmente estão sobre o púlpito quanto assim procedem, tenho vontade de vomitar. Uma pessoa, ou instituição, que se acha no direito de desdenhar o conhecimento de Deus que se adquire por meio de Sua Palavra, não é digna de ser chamada de cristã.

Existe um pentecostalismo indecente que alugou seus púlpitos como barraquinha de votos. Não sou contra política, muito pelo contrário. Sou, aliás, da opinião de que boa parte dos ministros brasileiros é politicamente covarde, e vendida a qualquer um que esteja no Governo. E é exatamente por tal covardia, aliada a um crescente mercantilismo, que muitos líderes oferecem suas ovelhas aos lobos de gravata. Não sou profeta, mas posso perfeitamente prever o que acontecerá no ano que vem, e nos anos que virão: muitos candidatos sendo convidados a sentarem no púlpito, enquanto recebem orações, elogios e agradecimentos!

A Igreja deve se envolver com política. Deve, ou melhor, tem obrigação de fazê-lo! Mas, é aqui que mora o problema: a maioria dos ministros evangélicos, incluindo pentecostais, não faz política, faz negócio?

Existe um pentecostalismo indecente que gerou a consagração por nepotismo. Como muitos líderes pentecostais, e pseudopentecostais, imaginam que são os coronéis deste ou daquele ministério, nada mais natural que lutem para perpetuar a herança familiar! Nada mais justo, não é mesmo? E é aqui que entra o nepotismo ministerial? Não importa se o rapaz esteve até ontem fora da Igreja, freqüentando motéis, bordeis e orgias mil ? o que importa é que hoje ele foi ?escolhido? pelo Senhor para assumir alguma liderança da Igreja. E, temos visto, não é incomum, que algum "profeta" valide a decisão, com alguma oportuna mensagem do céu??

Filho de pastor pode ser pastor? Pode, é perfeitamente possível. Filho de pastor é pastor? Não, é peixe, e na peixada pode garantir seu lugar ao sol, mas não é por consangüinidade pastor.

Existe um pentecostalismo indecente que substituiu a experiência carismática por técnicas de manipulação. Constate isso visitando alguns congressos famosos, sempre prestigiados por grandes (sic) e também famosos pregadores? Observem que boa parte dos pregadores não se contenta mais em falar de Cristo, e nem de gritar sobre Cristo! Agora eles têm descoberto uma nova, e muito mais rentável vocação: animadores de auditório. Algumas vezes eu fico cansado só de ver as pessoas obedecerem a determinados pregadores. Levante, sente, bata palma, fale com o vizinho, abrace o da frente, feche a mão, abra a mão, estenda a mão, recolha a mão, grite, feche os olhos, veja o anjo, veja a tocha, bata o pé, pise no Encardido, dê um salto, repita comigo, mais alto, repita novamente? Ufa!

Aqui entre nós: ? diversas vezes fico duplamente constrangido, por mim, e por alguns pregadores. Mas, qual minha culpa se eles acham que tenho obrigação de obedecer as suas macaquices? Não senhores; não tenho tal obrigação! Tenho obrigação e gosto em ouvir a Palavra de Deus, mas não de ficar participando de técnicas motivacionais. Por isso, já deixo o meu aviso: nunca se dirijam a mim solicitando algum malabarismo, eu não farei; os únicos ?exercícios físicos? que faço na Igreja são: ajoelhar ao entrar no templo, caminhar para o púlpito quando é o caso, colocar-me em pé para as intercessões, levar a mão ao bolso para a oferta (e só quando tenho), levantar-me para a Leitura, e estender a mão para a Benção Apostólica.

Não é confortável falar sobre o erro que vemos diante de nós, até porque estou certo que todos desejamos uma Igreja fiel e comprometida com a Palavra do Senhor. Criticar é sempre uma tarefa dolorida. Ouvi alguém dizer que quando criticamos alguma coisa na Igreja, devemos sempre ter em mente que ela é a Noiva de Cristo, e que nenhum esposo aceitaria afrontas contra a sua Amada; de modo que o único modo de criticar a Igreja é com lágrimas nos olhos?

E, não poderia ser diferente, são lágrimas que nos assaltam a alma todas as vezes que estes erros se apresentam, e todas as vezes que se fazem combater. Que nenhum critica seja dirigida ao povo de Deus, como se falássemos de uma coisa qualquer, antes, na certeza de que o Senhor corrige o que ama; e açoita a qualquer que recebe por filho. (Hebreus 12.6).



sábado, 8 de maio de 2010

E agora Jose? (versão neopentecostal)

Por Daniel Rocha

O culto acabou, a luz apagou,a igreja fechou, o povo se foi, a noite esfriou.

E agora, José? E agora, você? Você que dizima, não falta às campanhas,unge com óleo,e toma da água que o apóstolo orou.

A noite esfriou, e a bênção não veio, mas o bispo pregou que a culpa é só sua: “você não tem fé”.

E agora, José? Está sem recursos,está sem amigos, e acabou o carinho daqueles irmãos do errante caminho.

Perdeu a esperança porque confiou em palavra de homem que só se interessa em ovelha tosar, enganar os mais simples, e passar um sermão em quem duvidar.

E agora, José? Se você cantasse, se você orasse, se você louvasse…

Mas você já não crê, e prefere morrer a ser iludido mais uma vez com tantas promessas de espertos profetas que cobram pedágio pra se alcançar as bênçãos do céu.

A noite esfriou, as lágrimas rolaram. E agora, José? Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, José abre a Bíblia.

E como milagre caíram-lhe escamas que impediam seus olhos de enxergar a Verdade.

A partir desse dia o Evangelho reinou dando-lhe Paz e indizível alegria.

E agora, José? Agora que eu vejo, não tem mais conversa: deixei as mandingas, os fetiches e crenças.

Posso dizer que mudou minha história: Desde então, é somente a Palavra, somente a Graça, apenas a Fé no Filho do Homem, e a Deus, somente a Deus, eu dou toda a glória.

O famoso "rouba, mas faz" e a liderança evangélica


Por Renato Vargens

Volta e meia alguém me escreve ou comenta no meu blog que eu não devo me preocupar em denunciar os ensinos dos falsos profetas, e que o mais importante é que eles estão ganhando almas para Cristo.

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? A Bíblia está cheia de textos que nos advertem sobre o surgimento de falsos profetas bem como da multiplicação de falsas doutrinas. Jesus mesmo disse: "Acautelai-vos dos falsos profetas" (Mt 7.15). "Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos... operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos" (Mt 24.11,24). Cristo avisa claramente sobre um movimento de falsos sinais e maravilhas nos últimos dias, promovido pelos falsos profetas. Paulo compara esses falsos profetas a Janes e Jambres, que se opuseram a Moisés e Arão (2 Tm 3.8) com sinais e maravilhas operados pelo poder de Satanás. Pedro advertiu que assim como houve falsos profetas no tempo do Antigo Testamento, "assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão dissimuladamente heresias destruidoras..." (2 Pe 2.1). O apóstolo João declarou que já em seus dias "muitos falsos profetas têm saído pelo mundo" (1 Jo 4.1).

Isto posto, torna-se impossível fazermos o jogo do contente fingindo que absolutamente nada está acontecendo não é verdade? Por acaso seria correto observarmos uma pessoa caminhando distraidamente em direção a um precipício e ficarmos calados? Claro que não! Da mesma forma não podemos nos eximir diante das aberrações ensinadas pelos adeptos de falsas doutrinas que tem enganado milhares de pessoas em nosso país.

Como bem disse o apóstolo Paulo ao escrever a sua 1ª epístola a Timóteo, nos últimos tempos alguns homens iriam apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, bem como a doutrinas de demônios. (I Tm 4:1)

Diante deste inexorável fato o Apóstolo Paulo orienta a Timóteo a agir firmemente diante do espírito da apostasia.

“CONJURO-TE, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.”

II Tm 4.1-3

Quanto a ganhar almas para Cristo, é importante ressaltar que nós crentes em Jesus não ganhamos nada! Somos no máximo servos inúteis usados por Deus para levar a Palavra do Evangelho da Salvação Eterna. Mesmo porque, quem convence o homem do pecado, do juízo e da justiça é o Espírito Santo. A salvação vem de Cristo, por Cristo e para Cristo, nada além disso!

S
oli Deo Gloria!

Paradoxos Evangelicaloides Para Crentes que não têm medo de pensar

Por favor, alguém pode me explicar por que palavras como "paixão", "fogo", "glória", "poder" e "unção" vendem muito mais CDs do que "graça", "misericórdia" e "perdão"?

Por que aqueles que mais falam sobre "prosperidade" evitam sistematicamente textos como Tiago 2:5, I Timóteo 6:8 e Habacuque 3:17-18?

Por que se fala tanto em dízimo, defendendo-o com unhas e dentes, mas quase nada se fala sobre ter tudo em comum e outras coisas como "ajudar os domésticos na fé" e "não amar somente de palavra e de língua mas de fato e de verdade"? Em qual proporção a Bíblia fala de uma coisa e de outra?

Por que em Atos 4, quando os apóstolos foram presos, a igreja orou de forma tão diferente do que se ora hoje? Por que não aproveitaram a ocasião pra "amarrar o espírito de perseguição", pra "repreender a potestade de Roma", ou coisa semelhante?

Por que Atos 2:4 é muito mais citado como modelo do que era a igreja primitiva do que Atos 2:42?

Por que todo mundo sabe João 3:16 de cor, mas tão pouca gente sabe I João 3:16?

Por que 90% ou mais dos cânticos congregacionais modernos são na primeira pessoa do singular (EU), quando a proporção nos salmos é muito menor?

Por que todo mundo aceita que Jesus curou e colheu espigas no sábado, aceita também que Deus ordenou que seu povo matasse vários povos rivais, mas se escandaliza absurdamente quando alguém diz que Raabe fez certo ao mentir para preservar duas vidas? O que vale mais, em situação de conflito, que um soldado pagão saiba a verdade ou a vida de dois homens? Será que se Raabe tivesse dito a verdade, teria sido elogiada em Hebreus 11?

Por que quase tudo que se vende numa livraria cristã foi produzido nos últimos 50 anos, se nosso legado é de 2.000 anos de História do Cristianismo? O que aconteceu com os outros 19 séculos e meio?

Por que os cristãos creem que o homem foi nomeado por Deus como o responsável pela criação, e que tudo que Deus criou é bom, mas são os esotéricos os que mais lutam pela defesa do meio-ambiente?

Por que todos os ritmos de origem na raça negra até hoje são considerados por alguns como diabólicos?

Por que se canta tanto sobre coisas tão etéreas como "rios de unção" e "chuvas de avivamento", ao passo que Jesus usava sempre figuras do cotidiano para ensinar, como sementes, pássaros e lírios?

Por que se amarra, todos os anos, tudo quanto é "espírito ruim" das cidades, fazendo marcha e tudo, mas as cidades continuam do mesmo jeito? Aliás, se os "espíritos ruins" já foram "amarrados" uma vez, por que todo ano eles precisam ser "amarrados" de novo?

Por que se canta todos os dias "Hoje o meu milagre vai chegar"? Afinal, ele não chega nunca? Que dia está sendo chamado de "hoje"?

Por que Jó não cantou "restitui, eu quero de volta o que é meu", nem declarou ou amarrou nada, muito menos participou de "campanha de libertação" quando perdeu tudo?

Por que nós nunca vamos ao médico e pedimos, "doutor, dá pra queimar essa enfermidade pra mim por favor"? Por que então se ora pedindo isso pra Deus? Seria correto orar assim pra Deus curar alguém enfermo por causa de queimadura?

Por que não se faz um mega-evento evangélico, desses que reúnem um milhão de pessoas ou mais, pra fazer um mutirão para distribuir alimentos aos pobres ou ainda para recolher o lixo da cidade? Aliás, por que se emporcalha tanto as cidades com óleo e outras coisas nos tais "atos proféticos"? Não seria um melhor testemunho limpá-la ao invés de sujá-la?

Por que as rádios evangélicas tocam tanta coisa produzida por gravadoras ricas e nada produzido por artistas independentes?

Por que se faz apelo ao fim de uma "pregação" que não fez qualquer menção ao sangue, à cruz, ao arrependimento, ou sequer ao pecado?

Por que Deuteronômio 28:13 ("o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda") é tão citado, ao passo que I Coríntios 4:11-13 ("somos considerados como o lixo do mundo") ninguém gosta de citar?

Será que ninguém percebe que algo anda muito errado com o evangelicalismo brasileiro?

Eu só queria saber...
Autor desconhecido

A necessidade de se levar Deus a sério

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Os tempos são terríveis. O apóstolo Paulo já disse que nos últimos dias, isso sucederia de maneira quase irreversível (2TM 3.1ss). É lamentável ver o que está acontecendo também no meio "cristão". As coisas não tem sido levado a sério e ao que parece, nem Deus tem sido levado a sério.

Os escândalos estão sendo tratados de modo muito banal, e nada é feito para erradicar o mau que se aloja a cada dia em nosso meio.

Igreja virou sinônimo de lucro, por parte de muitos lideres religiosos. O culto, entretenimento para os ávidos por diversão e novos frenesis. A Bíblia, apenas mais um livro para muitos, que não acreditam mais em sua infalibilidade. O Espírito Santo, apenas uma força motora que precisa se invocando na hora de pedir um ?avivamento?. Deus, um servo que deve estar pronto para atender os seus ?senhores? cheios de caprichos e vaidades. E, o, cabeça da igreja, Cristo? Está esquecido, posto de lado, tratado como algo secundário, que às vezes entra em voga no momento do ofertório.

Mas o que tem acontecido? De fato, apresentaram um outro evangelho para a nossa geração, que o tem abraçado sem discernimento, crítica ou crivo nem de consciência. A ordem é: ?O importante é ser feliz?. E, nessa filosofia de vida, que os homens enquadram o Evangelho nos ?novos evangelhos?, que descarta Igreja, culto a Deus, Deus, Bíblia, Espírito Santo e o Senhor Jesus Cristo.

Voltemos a simplicidade do Evangelho, a vida em comunidade, exortando, orientando, curando uns aos outros, em amor, ministrando e sendo ministrados, dando proeminência ao Espírito Santo que é o Único que pode nos convencer do pecado, da justiça e do juízo.

Que tal, se a nossa geração levasse Deus mais a sério?

Paz seja convosco!

André Santos

domingo, 25 de abril de 2010

Cadê a Bíblia?

Por Alan Rocha

Quando rei Josias começou a reinar, o povo de Judá vivia em terrível decadência moral e espiritual. Sabe o porquê? Porque os líderes que o antecederam, por descuido e desprezo, haviam perdido a única "Bíblia" que exista naquela época, chamada de “o livro da lei”. Por isso, a “escola bíblia” daquele tempo deixou de funcionar e o povo já não recebia nenhuma orientação ou ensino bíblico.

Isso levou o povo de Judá a se afastar de Deus, abandonar o templo e a praticar todo tipo de perversidade. Chegaram ao ponto de adorar outros deuses e até mesmo sacrificarem os próprios filhos a eles. Como bem falou Deus através do profeta Oséias: O meu povo está sendo destruído por falta de conhecimento (Os 4:6).

Ao assumir o trono, uma das primeiras atitudes de Josias foi ordenar uma grande reforma e uma minuciosa limpeza do templo abandonado. Hilquias, o sumo sacerdote, estava cuidando das obras, quando, levou um grande susto ao encontrar o tal "livro da lei", que estava até então lá dentro do templo e ninguém sabia. Que preciosa descoberta! Hilquias se apressou em comunicar ao rei.

Com aquela Bíblia nas mãos, o piedoso rei de Judá, se emocionou e subiu à casa do Senhor, e com eles todos os homens de Judá… e leu aos ouvidos deles todas as palavras do livro... E o rei se pôs em pé junto à coluna, e fez o concerto perante o Senhor, para… guardarem os Seus Mandamentos, com todo o coração e toda alma, confirmando as palavras deste concerto, que estavam escritas naquele livro. (II Reis 23:2 e 3).

Que cena maravilhosa: o rei tomou o livro que foi lido perante o povo e a influência transformadora da palavra inspirada se fez sentir de forma espantosa na vida de todo povo. A mudança foi imediata, Judá se afastou por completo de tudo quanto desagradava ao Senhor: Feiticeiros, adivinhos, ídolos e todas as práticas abomináveis que tinham aprendido com os pagãos, pois, todas estas coisas, eram condenadas por aquele livro sagrado.

O que essa bela história nos ensina? Ela nos ensina a importância do conhecimento bíblico na vida das pessoas, tanto individualmente, quanto na coletividade. Longe dos princípios bíblicos, as pessoas se corrompem, se distanciam de Deus e se desviam da justiça. Mas, retornando à palavra de Deus, estudando-a e assimilando os seus ensinos, elas se arrependem de suas rebeldias e voltam-se com humildade ao Senhor em busca de perdão. Está é uma verdade incontestável!

Entretanto, nos preocupa vermos o desprezo crescente dos cristãos pela a palavra de Deus. Um dos sintomas mais notável disto é desinteresse pela Escola Bíblica. Há muitas igrejas evangélicas no Brasil que não acreditam mais na Escola Bíblica e já a abandonaram completamente. Perceba que a Bíblia está sendo desprezada, assim como foi nos dias que antecederam o reinado de Josias.

Como podemos negligenciar tão maravilhoso livro, quando sabemos que a nossa salvação está baseada em suas preciosas promessas? Que Deus nos ajude a reencontrar sua palavra e que possamos viver um grandioso avivamento em nos dias, como aquele vivido nos dias do rei Josias.

terça-feira, 30 de março de 2010

Um avivamento genuíno

Regozijo-me com quaisquer evidências de vida espiritual, ainda que sejam entusiásticas e temporárias, e não sou precipitado em condenar qualquer movimento bem-intencionado. Contudo, tenho bastante receio de que muitos dos chamados avivamentos, em última análise, causaram mais danos do que benefícios.Uma espécie de loteria religiosa tem fascinado muitos homens, trazendo-lhes repúdio pelo bom senso da verdadeira piedade.

Não desejo menosprezar o ouro genuíno, ao desmascarar as falsificações. Longe disso. Acima de tudo, desejamos que o Senhor envie-nos um verdadeiro e duradouro avivamento espiritual.Precisamos de uma obra sobrenatural da parte do Espírito Santo, trazendo poder à pregação da Palavra, motivando com vigor celestial todos os crentes, afetando solenemente os corações dos indolentes, para que se convertam a Deus e vivam. Se este avivamento acontecesse, não seríamos embriagados pelo vinho do entusiasmo carnal, mas cheios do Espírito. Contemplaríamos o fogo dos céus manifestando-se em resposta às fervorosas orações de homens piedosos.

Não podemos rogar que o Senhor,nosso Deus, revele seu poderoso braço aos olhos de todos os homens nestes dias de declínio e vaidade?

Charles Spurgeon

In: O avivamento que precisamos

12 Razões para Eliminar o Entretenimento em sua Igreja

Alan Capriles

Sei que o entretenimento está tão enraizado na cultura evangélica, que parecerá um absurdo a tese que defendo. Mas, além de não estar sozinho na luta contra o "culto show", estou ainda muito bem acompanhado, por pastores renomados, como Charles Haddon Spurgeon, que no século XIX já havia escrito sobre este perigo, alertando que o fermento diabólico do entretenimento acabaria levedando toda a massa em curto espaço de tempo. E é neste estado de lastimável fermentação que se encontra a massa evangélica atual.

Hoje em dia é quase impossível que uma igreja não tenha conjuntos musicais, ou corais, ou grupos de coreografia, ou cantores para se apresentar durante o culto e nos eventos por ela realizados. Na maioria das igrejas o período de culto é tomado deste tipo de apresentações, com a desculpa de que "é pra Jesus". Mas, quando analisamos racionalmente, e a luz das Escrituras, a verdade é que tais apresentações não passam de entretenimento, com verniz de santidade e capa de religiosidade.

Que ninguém fique ofendido. Eu mesmo gostaria que alguém houvesse me alertado disso na época em que eu, cegamente, gastava horas com ensaios de conjuntos e de peças teatrais. E eu me convencia de que isto era a obra de Deus.

Mas, no fundo de meu coração, eu sabia que havia algo de errado, que não era nisto que Jesus esperava que seus discípulos se focassem, ou se esforçassem. Como ninguém me despertou, busquei a Deus em oração e o próprio Espírito Santo, por meio das Escrituras, convenceu-me do meu erro.

Desde então, tenho meditado tão seriamente a respeito disto, que encontrei mais de dez razões para eliminar por completo o entretenimento dos cultos na igreja que pastoreio. E já o fizemos! Substituímos o tempo que antes gastávamos com ensaios entre quatro paredes, pelo evangelismo bíblico na comunidade e pela oração nos lares. E, quanto às apresentações nos cultos... Sinceramente, não estão fazendo a menor falta.

Mas, vejamos porque o entretenimento deve ser eliminado dos cultos que realizamos ao Senhor:

1 - O Senhor nunca ordenou entreter as pessoas

Esta já seria uma razão suficiente, que dispensaria os demais argumentos. O problema é que raramente se encontra hoje uma igreja que queira ser bíblica, composta por membros que só desejem cumprir a vontade de Deus, expressa em sua Palavra. Assim sendo, talvez sejam necessários ainda os argumentos a seguir.

2 - Entretenimento não atrai ovelhas

Chamemos de ovelhas aqueles que realmente amam a Jesus, que reconhecem a voz do Senhor e o seguem (Jo 10:27). No entanto, a divulgação de apresentações na igreja dificilmente atrairá pessoas interessadas em Deus. Certamente será um atrativo para as que gostam de uma distração gratuita. Mas, podemos chamar a estas pessoas de ovelhas, ou não há uma grande chance de serem bodes? (Mt 25:32-33).

3 - Entretenimento afasta as ovelhas

As verdadeiras ovelhas não se satisfazem com apresentações durante o culto. Elas querem oração e palavra, edificação e unção. Uma ovelha de Cristo não procura emoções, mas a Verdade, para que se mantenha firme no caminho da vida eterna (Jo 6:67). Quanto mais o pastor encher o culto com apresentações, mais rápido as ovelhas sairão em busca de uma verdadeira igreja, que priorize a oração e a palavra de Deus. Aos poucos, a "igreja-teatro" deixará de ter ovelhas para estar ainda mais cheia, porém de bodes, que gostam de uma boa distração. E, infelizmente, o que muitos pastores buscam hoje é quantidade, o crescimento a qualquer custo. E, com este fermento, a massa realmente cresce...

4 - Entretenimento reduz o tempo de oração e palavra

O tempo de culto já é muito limitado, chegando a no máximo duas horas. Quando se dá oportunidade para apresentações, o tempo que deveria ser usado para se fazer orações e se pregar a palavra de Deus torna-se curtíssimo. Em algumas igrejas não chega nem a trinta minutos! Como desenvolver uma mensagem expositiva em tão curto espaço de tempo?

5 - Entretenimento confunde os visitantes

Os visitantes concluem que a igreja existe em função disto: conjuntos, corais, coreografias, peças teatrais, ou qualquer outro tipo de apresentação que torne o culto um show. E eles passam a freqüentar os cultos com esta expectativa, esperando pelo próximo espetáculo.

6 - Entretenimento ilude os membros

Os membros pensam que estão servindo a Deus com suas apresentações. Desta forma, sua consciência fica cauterizada para atender aos chamados para a escola bíblica, para o evangelismo e para socorrer os carentes. Afinal de contas, ele pensa que seu chamado é para as artes, e não para serviços que não lhe colocam debaixo dos holofotes (que, aliás, são muito comuns nas igrejas hoje em dia).

7 - Entretenimento é um desgaste desnecessário

Quanto esforço é despendido para que tudo saia perfeito! Uma energia que é gasta naquilo que o Senhor nunca mandou fazer! Será que ainda sobram forças para se fazer o que realmente o Senhor manda? (Lc 6:46).

8 - Entretenimento coloca os carnais em destaque

Pessoas que raramente aparecem nos cultos de oração e estudo bíblico, e que nunca comparecem ao evangelismo, geralmente são as mesmas que gostam de aparecer cantando, dançando ou representando nos cultos mais cheios. A questão é: Por que dar destaque justamente para estes membros carnais?

9 - Entretenimento promove disputas

Disputas entre membros, entre conjuntos e até entre igrejas. Quem canta melhor? Quem dança melhor? Que conjunto tem o uniforme mais bonito? Quem recebeu mais oportunidade? Quanta medíocre carnalidade... (1 Co 3:3; Tg 4:1).

10 - Entretenimento alimenta o ego

O entretenimento não gera fé, mas fortalece o ego dos que amam os aplausos e elogios. Apesar de sua roupagem "gospel", o fermento dos fariseus continua tão venenoso quanto nos dias de Jesus (Mt 23:5-6; Lc 12:1).

11 - Entretenimento é um desperdício de tempo

Se o mesmo tempo que as igrejas gastam com ensaios e apresentações fossem utilizadas com oração e evangelismo, este mundo já teria sido alcançado para o Senhor! (Ef 5:15-17).

12 - Entretenimento não é fazer a obra de Deus

A desculpa para o entretenimento é que este seria uma forma de atrair as pessoas. Mas a questão novamente é: que tipo de pessoas? Se entretenimento fosse uma boa alternativa, não teria a igreja apostólica usado de entretenimento para atrair as multidões? No entanto, ela simplesmente pregava o evangelho, porque sabia que nele há poder. O evangelho "é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Rm 1:16). Mas o entretenimento... O entretenimento é a artimanha do homem para a perdição de todo aquele que duvida.

Quero concluir com uma palavra aos pastores. De pastor, para pastor. Amado colega de ministério, não duvide do poder do evangelho para atrair e converter as pessoas. Não queira encher sua igreja com atividades vazias e atraentes ao mundo, mas que não tem o poder do Espírito Santo para converter vidas. Tenha coragem e limpe sua congregação desta imundície egocêntrica. Talvez com isto você perca alguns membros, mas não perderá ovelhas, somente bodes. Tenha fé em Deus e confie no modelo bíblico para encher a igreja, que é a oração, o bom testemunho e a pregação ousada do genuíno evangelho de Cristo. Lembre-se que "enquanto os homens procuram melhores métodos, Deus procura melhores homens."

quarta-feira, 24 de março de 2010

Combater o erro não é facultativo

Todo falso ensinamento deve ser odiado e combatido. O Novo Testamento nos diz que assim fez nosso Senhor e todos os apóstolos, e que eles se opuseram e advertiram as pessoas contra isso. Mas pergunto novamente: isto é realizado hoje? Qual sua atitude pessoal quanto a isso? Acaso é você uma daquelas pessoas que diz que não há necessidade dessas negativas, e que deveríamos estar contentes com uma apresentação positiva da verdade? Subscrevemos o ensinamento prevalecente que discorda de advertências e críticas ao falso ensinamento? Você concorda com aqueles que dizem que um espírito de amor é incompatível com a denúncia crítica e negativa dos erros gritantes, e que temos de ser sempre positivos? A resposta mais simples a tal atitude é que o Senhor Jesus Cristo denunciou o mal e os falsos mestres. Repito que Ele os denunciou como “lobos vorazes” e como “sepulcros caiados” e como “guias cegos”. O apóstolo Paulo disse de alguns deles: “… cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles”. (Fp 3:19). Esta é a linguagem das Escrituras.

Martin Lloyd-Jones

segunda-feira, 15 de março de 2010

Emagrecimento Gospel!

Isso é para quem quer emagrecer.


Misericórdia!!!

Acorda Povo de Deus!!!

quinta-feira, 11 de março de 2010

7 características de igrejas que cometem abuso espiritual


1) Scripture Twisting (Distorção da Escritura): para defender os abusos usam de doutrinas do tipo "cobertura espiritual", distorcem o sentido bíblico da autoridade e submissão, etc. Encontram justificativas para qualquer coisa. Estes grupos geralmente são fundamentalistas e superficiais em seu conhecimento bíblico. O que o lider ensina é aceito sem muito questionamento e nem é verificado nas Escrituras se as coisas são mesmo assim, ao contrario do bom exemplo dos bereanos que examinavam tudo o que Paulo lhes dizia.

2) Autocratic Leadership (liderança autocrática): discordar do líder é discordar de Deus. É pregado que devemos obedecer ao ditador, digo, discipulador, mesmo que este esteja errado. Um dos "bispos" de uma igreja diz que se jogaria na frente de um trem caso o "apóstolo" ordenasse, pois Deus faria um milagre para salvá-lo ou a hora dele tinha chegado. A hierarquia é em forma de pirâmide (às vezes citam o salmo 133 como base), e geralmente bastante rígida. Em muitos casos não é permitido chamar alguém com cargo importante pelo nome, (seria uma desonra) mas sim pelo cargo que ocupa, como por exemplo "pastor Fulano", "bispo X", "apostolo Y", etc. Alguns afirmam crer em "teocracia" e se inspiram nos líderes do Antigo Testamento. Dizem que democracia é do demônio, até no nome.

3) Isolationism (Isolacionismo): o grupo possui um sentimento de superioridade. Acredita que possui a melhor revelação de Deus, a melhor visão, a melhor estratégia. Eu percebi que a relação com outros ministérios se da com o objetivo de divulgar a marca (nome da denominação), para levar avivamento para os outros ou para arranjar publico para eventos. O relacionamento com outros ministérios é desencorajado quando não proibido. Em alguns grupos no louvor são tocadas apenas músicas do próprio ministério.

4) Spiritual Elitism (Elitismo espiritual): é passada a idéia de que quanto maior o nível que uma pessoa se encontra na hierarquia da denominação, mais esta pessoa é espiritual, tem maior intimidade com Deus, conhece mais a Biblia, e até que possui mais poder espiritual (unção). Isso leva à busca por cargos. Quem esta em maior nível pode mandar nos que estão abaixo. Em algumas igrejas o número de discipulos ou de células é indicativo de espiritualidade. Em algumas igrejas existem camisetas para diferenciar aqueles que são discípulos do pastor. Quanto maior o serviço demonstrado à denominação, ou quanto maior a bajulação, mais rápida é a subida na hierarquia.

5) Regimentation of Life (controle da vida): quando os líderes, especialmente em grupos com discipulado, se metem em áreas particulares da vida das pessoas. Controlam com quem podem namorar, se podem ou não ir para a praia, se devem ou não se mudar, roupas que podem vestir, etc. É controlada inclusive a presença nos cultos. Faltar em algum evento por motivos profissionais ou familiares é um pecado grave. Um pastor, discípulo direto do líder de uma denominação, chegou a oferecer atestados médicos falsos para que as pessoas pudessem participar de um evento, e meu amigo perdeu o emprego por discordar dessa imoralidade.

6) Disallowance of Dissent (rejeição de discordâncias): não existe espaço para o debate teológico. A interpretação seguida é a dos lideres. É praticamente a doutrina da infalibilidade papal. Qualquer critica é sinônimo de rebeldia, insubmissão, etc. Este é considerado um dos pecados mais graves. Outros pecados morais não recebem tal tratamento. Eu mesmo precisei ouvir xingamentos por mais de duas horas por discordar de posicionamentos políticos da denominação na qual congregava. Quem pensa diferente é convidado a se retirar. As denominações publicam as posições oficiais, que são consideradas, obviamente, as mais fiéis ao original. Os dogmas são sagrados.

7) Traumatic Departure (saída traumática): quem se desliga de um grupo destes geralmente sofre com acusações de rebeldia, de falta de visão, egoismo, preguiça, comodismo, etc. Os que permanecem no grupo são instruídos a evitar influências dos rebeldes, que são desmoralizados. Os desligamentos são tratados como uma limpeza que Deus fez, para provar quem é fiel ao sistema. Não compreendem como alguém pode decidir se desligar de algo que consideram ser visão de Deus. Assim, se desligar de um grupo destes é equivalente a se rebelar contra o chamado de Deus. Muitas vezes relacionamentos são cortados e até famílias são prejudicadas apenas pelo fato de alguém não querer mais fazer parte do mesmo grupo ditatorial.


Autor desconhecido